O Let's Go Festival acontece nos dias 3 e 4 de Setembro em Curitiba, no Campus da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Entre as várias atrações do evento, falamos com o diretor do Centro de Recurso de Educadores da NASA, com o criador de prótese de LEGO, David Aguilar e com o psiquiatra Jairo Bouer.
Confira o um pouco do que cada um falou sobre a tenologia aliada a edução e como isso pode influenciar a educação das crianças e jovens na atualidade:
Alma Geeky para Todd Ensign - Quais a iniciativas que a Nasa tem na área de educação que são abertas a comunidade e há alguma online que os jovens brasileiros possam participar?
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| Todd Ensign |
Todd Ensign: A Nasa tem muitos programas para estudantes, alguns deles são internacionais. Um programa que eu tenho trabalhado por mais de uma década é o Global Learning and Observations to Benefit the Earth (GLOBE), em português Aprendizado Global e Observações para Benefício da Terra.
A Nasa fundou esse programa no qual os estudantes coletam dados do seu meio ambiente, fazem o upload dessas informações para compartilhar com outros estudantes e cientistas e eles colaboram e analisam as informações através de projetos e pesquisas de campo.
No nosso site www.NASA.gov há materiais educacionais maravilhosos, podcasts e informações sobre as missões e pesquisas atuais e que já aconteceram.
Alma Geeky para David Aguilar - Qual foi a reação dos seus pais quando começou a criar a prótese tão jovem e qual foi o incentivo que eles deram, se colocaram em algum curso, procuraram informações para ajudar na criação, etc? E para crianças que já apresentam desde cedo facilidade em criação tecnológica, você indica algum curso, algum livro?
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| David Aguilar |
David Aguilar: Aos 9 anos fiz para mim minha primeira prótese e ficaram perplexos. Combinei peças normais e umas partes de uns robôs biônicos.
Lembro que meu pai, muito empolgado e orgulhoso, tirou fotos minhas e as colocou no seu Facebook e sua rede de contatos ficou alucinada. Me lembro de leva-la (a prótese) ao colégio e mostrar como funciona aos professores e colegas de classe.
O incentivo dos meus pais era comprar mais e mais Legos para desenvolver minhas aptidões construtivas seguindo as instruções. Essas instruções iam se complicando quando passei para a aula de Lego Tecnic, que me fez evoluir em minhas construções. Foi aos 17 anos, quando com esta gama de Lego, criei a prótese que me deu fama e reconhecimento mundial. Recebi o Guiness Record muito recentemente, sai na National Geographic e recebi uma medalha de prata na França pela Liga Universal Pelo Bem Público em reconhecimento por ter feito um bem pela humanidade. Também ganhei 3 prêmios na feira de inventores mais importante da Espanha.
Hoje em dia a robótica educativa, graças ao segmento específico Lego Robotix e Lego Education, da grandes possibilidades às crianças de todo o mundo de despertar em primeiro lugar a paixão por aprender. E isso está com certeza gerando uma grande corrente mundial de novos engenheiros e especialistas em robótica. O vício positivo que esses brinquedos geram tem um elevado valor educativo que tem grande penetração nos sistemas educativos de todo o mundo.
Workshops, tutoriais, instruções, oficinas de Lego, aulas de robótica, são uma fonte muito importante de conhecimento de onde se pode adquirir capacidades e habilidades sobre este assunto.
Creio que não se compra um livro para interessar-se pela robótica. Creio que se compra um lego e ao tocá-lo e manipulá-lo, é quando se desperta o interesse por incrementar os conhecimentos. Certamente há livros muito recomendados sobre o assunto, mas como digo, cada brinquedo está pensado para cada idade e suas próprias instruções são esse livro.
Alma Geeky para dr Jairo Bouer: Qual o impacto na vida das crianças o uso de tecnologia cada vez mais cedo, tanto para lazer, quanto na sala de aula?
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| Jairo Bouer |
Jairo Bouer: Essa nova geração, chamada de nativa digital, já nasce acessando tecnologia. Um impacto tremendo na vida deles. São os objetos de desejo da maior parte desse jovem. Algumas pesquisas indicam que essa imersão nas tecnologias tem impactos na vida emocional e comportamental deles. Se de um lado tem essas redes de contato por conta da facilidade das redes sociais, por outro lado falta profundidade e falta muitas vezes uma compreensão e até uma apreensão do que o outro está sentido.
A tecnologia é essencial na vida deles. Alguns problemas que a gente se preocupa é o tempo que ficam ligados, a dependência da internet, a exposição a que são submetidos e dificuldade de perceber a interação com outros pelo uso da tecnologia.
Como evitar isso? Os pais têm que educar os filhos para o uso em casa e na vida e ajudá-los a criar filtros quando estejam passando dos limites. As escolas deviam prepará-los também para questão de uso de tecnologia, assim como trata educação e prevenção ao uso de drogas, educação e sexualidade, por exemplo.
Assessoria de imprensa Excom
Assessoria de imprensa Excom



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