Crítica Aladdin - live action entrega nostalgia e beleza aos novos e antigos fãs

Aladdin é o mais recente lançamento da Disney na onda de remakes que tomou conta do estúdio nos últimos anos. Dirigido por Guy Ritchie de produções como Rei Arthur: A Lenda da Espada, 2017 e Agente da U.N.C.L.E., o longa teve o desafio de ficar a altura da animação original de 1992, a época extremamente elogiada em vários aspectos como qualidade técnica do desenho e trilha sonora cativante.
Aladdin filme
Estrelado por Mena Massoud, que vive Aladdin, Naomi Scott, a princesa Jasmine e Will Smith que vive o icônico gênio da animação, o longa no geral entrega um bom produto final e atende enquanto homenagem à produção dos anos 90 dirigida por Ron Clements e John Musker.

Com belíssima fotografia, a produção faz com que o espectador sinta-se o tempo todo em Agrabah e consiga passear pela cidade de carona nas aventuras vividas por Aladdin e a princesa Jasmine.
Apesar de ser um bom remake, Aladdin tropeça em alguns pontos negativos como no protagonista. Massoud não tem ainda a profundidade necessária para fazer um personagem pelo qual ficou responsável. Ainda assim, principalmente quando contracena com seu inseparável companheiro, o macaquinho Abul, consegue entregar um bom carisma e se esforça bastante nas cenas de dança. Já o vilão Jafar, interpretado por Marwan Kenzari, fica muito a quem do vilão da animação original. Uma interpretação excessivamente caricata e sem densidade, fez com que sua participação destoasse dos demais personagens do filme. Seu parceiro de vilania, o papagaio Iago, também passa longe de todo o sarcasmo que o personagem original tinha, ficando muitas vezes totalmente desnecessário em cena.
Aladdin filme
Outro ponto negativo é parte musical que em muitos momentos fica desencaixada do resto do filme, se a canção inicial imediatamente te coloca na atmosfera do desenho; a maior parte das outras não adere ao resto da trama. Este com certeza foi o ponto mais subaproveitado em todo o processo de construção deste live action.

Além da fotografia como ponto positivo, há outros pontos a serem muito elogiados, como os figurino, cenografia e as sequências coreográficas, como a da entrada do príncipe Ali, que não deixa nada a desejar para os melhores musicais de Bollywood, a indústria indiana de cinema famosa por grandes sequências de música e dança.
Will Smith - Gênio
Seguindo nas partes a elogiar de Aladdin, estão a construção do personagem do gênio que é muito bem interpretado por Will Smith, cujo desempenho carrega boa parte do filme nas costas. É nítida a elevação de qualidade quando ele está e cena e quando ele não está. Este é, aliás o papel que tinha como desafio gigante a sombra da interpretação maravilhosa de Robbie Williams, que dublou o personagem na animação de 1992.

Cenas como a clássica em que o gênio mostra a Aladdin dentro da caverna coisas que ele poderia ter caso desejasse ficaram incrivelmente fiéis ao desenho, o que agradou muito os fãs nostálgicos do original.
Will Smith - Gênio
Outro ponto importante em Aladdin foi o desenvolvimento da personagem da princesa Jasmine, agora muito mais consciente de si e de seu potencial para fazer frente aos desafios que se põe diante dela. A cena musical em que ao cantar ela vai superando seus obstáculos fazendo desaparecer os personagens masculinos que a subjulgavam, representa muito isso. Nela Jasmine vai fazendo com que seus antagonistas virem fumaça, como no estalar de dedos do Thanos em Vingadores. O desenvolvimento da princesa segue a atual diretriz da Disney que promove o empoderamento feminino, como ocorre em outras produções como Moana, Capitã Marvel e Star Wars – O Despertar da força. Scott entrega uma princesa bem interpretada e que lembra muito a original, quando está caracterizada você realmente enxerga nela a princesa Jasmine.

Por fim, pode-se dizer que Aladdin é um live-action que quase se perdeu no caminho, mas que ao manter a fidelidade em vários aspectos ao original de 1992, ser visualmente incrível e ter a atuação de Will Smith para ancorar o filme, conseguiu se segurar bem. É produto claramente indicado ao público infantil, mas que as então crianças do início da década de 90 podem ir ao cinema tranquilamente para tersua dose de nostalgia, sem ter medo de ter sua memória afetiva daquela produção clássica prejudicada.

Nós do Alma Geeky assistimos Aladdin em 3D na super salas do Imax e recomendamos muito para uma experiência completa!

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