Crítica - X-Men: Fênix Negra – Os X-Men se despedem com um bom filme, mas que sofre com alguns tropeços

O universo cinematográfico dos X-Men começou no início dos anos 2000 e foi a porta para outros tantos filmes do gênero que vieram depois como os tão bem sucedidos da Marvel, mas diferente desta, a Fox não conseguiu tantos acertos. O melhor de todos foi Logan, que foi um excelente filme.
Nos quadrinhos dos X-Men, Fênix Negra é uma entidade cósmica que está pelo universo e que em um certo momento acaba indo parar em Jean Grey, tornando-a uma mutante superpoderosa chegando a ser uma das mais fortes de todo o universo Marvel.
X-Men Fênix Negra
X-Men: Fênix Negra, do diretor Simon Kinberg, é um bom filme quando se analisa partes isoladas. A atuação da personagem protagonista Jean Grey, interpretada por Sophie Turner, convence nas cenas de ação onde aparecem bem os conflitos psicológicos da personagem, em razão dos traumas de infância suprimidos na época intencionalmente por Charles Xavier, vivido por James McAvoy.
Ainda nos conflitos psicológicos, uma marca dessa produção, tanto professor Xavier, quanto Fera (Nicholas Hoult), abalados por suas escolhas no passado e no presente, acompanham boa parte da trama.

Há um destaque pontual também para algumas passagens do personagem Noturno. Nas partes onde ocorre a luta, há uma clara referência aos jogos de videogame onde o personagem aparecia.
Mas como nem tudo são flores, Fênix Negra tem seus tropeços. Com um roteiro um tanto quanto apressado, resolve questões complexas, como algumas mudanças de opinião cruciais para trama, de forma muito simplista
X-Men Fênix Negra
Personagens como Tempestade, interpretada por Alexandra Shipp, que sempre que as histórias dos X-Men são retratadas possui uma grande liderança nas histórias e Mercúrio, que no filme X-Men- Apocalipse emplacou a clássica cena ao som de Sweet Dreams apareceram pouco, este em algumas partes ficou totalmente desaparecido da trama.
Outra personagem que foi aproveitada muito a quem do que deveria foi a Mística, que ganhou vida por Jennifer Lawrence. Famosa nos quadrinhos por grandes habilidades de luta, inteligência e sua clássica habilidade de transformação, a personagem teve seu arco extremamente reduzido frente ao que poderia ter sido no desenvolvimento da história.

X-Men Fênix Negra
Há de se valorizar mais um acerto do filme, o destaque ao protagonismo feminino. Protagonista e vilã são mulheres, ainda que o roteiro não tenha dado a oportunidade da personagem de Jessica Chastain se desenvolver bem, vale o destaque da escolha que segue alinhada com outras produções contemporâneas, como Capitã Marvel e Vingadores Guerra Infinita.

Uma fala da personagem Mística ao início do filme, da bem o tom de destaque ao empoderamento feminino na trama, quando ela, em uma discussão com professor Xavier, diz que o nome do grupo deveria ser X-Women ao invés de X-Men, dado o número de vezes em que as mulheres salvaram a pele dos homens da equipe.
X-Men Fênix Negra
Apesar dos tropeços, X-Men: Fênix Negra vale a pena ser assistido, vale enquanto entretenimento, basta desapegar das imperfeições e se divertir com o último filme desta saga.
Fica agora a expectativa de como a Disney vai trabalhar a franquia dentro do Universo Cinematográfico da Marvel.

Nós do Alma Geeky assistimos X-Men: Fênix Negra em 3D na excelente sala do Imax Palladium e recomendamos demais!

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